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QUAL A MELHOR TÉCNICA ORTODÔNTICA?

Formulação de pergunta infeliz, eu responderia. Claro que entre as técnicas há aquelas que dispõem de mais recursos atendendo a diferentes necessidades, porém, previamente afirmo que elas são apenas um meio, não um fim. Supondo que fosse, poderia ser alcançado com os recursos que cada um dispõe.
Ortodontia Lago
13/05/2020

Nesta linha de raciocínio vale o aforismo: “não importa a cor do gato, deste que este coma o rato”. Cabe, pois, identificar o rato. E aqui reside a grande incógnita. O quê a visão individual permite interpretar? Para alguns, o rato é pequeno, já outros enxergam nele uma capivara. Em outras palavras, o que prevalece é o conteúdo do software pessoal, uns se satisfazendo com maquiagens estéticas, outros já percebendo comprometimentos mais complexos. Cada um identifica o que é contido em sua matriz cognitiva, e a ela se limita.

Concluo que reside na qualidade da “informação” a fonte de possíveis distorções, e compreendo-a como resultado de um desvio no rumo tomado pelo objetivo profissional, ora voltado à sintonia com os desejos do paciente que, como reza o marketing, dita os rumos dos recursos a satisfazê-lo. Essa subserviência é um equívoco porque não se culpa o paciente por ignorar, mas sim o profissional que rende-se ao limitado horizonte daquele. Portanto, o problema está na configuração do alvo, do objetivo do tratamento. Objetivo prosaico, protocolo trivial. Simples assim.

Tratando então a técnica como apenas um meio, posso citar, por exemplo, a expansão no emprego de bráquetes autoligados, sejam eles passivos ou interativos, que constituem inegável evolução no aspecto de deslizamento em arcos contínuos, cujos bráquetes com baixo coeficiente de atrito, acelerariam -embora sob polêmica- , o tempo de tratamento. Todavia, os bons e maus resultados apenas seriam atingidos mais rapidamente...

Da mesma forma, a era das secções transversais progressivas de fios de aço na fase de alinhamento e nivelamento evoluiu para a era do módulo de elasticidade, cujo fio único superelástico (passível de transformações cristalográficas austenítica/martensítica), facilitam a fase de alinhamento e nivelamento, ao lado da inegável evolução dos arcos preformados superelásticos contendo o elemento químico cobre, que prestam-se às mais variadas estratégias de manipulação objetivando à satisfação os requisitos da oclusão estática de Andrews. Sem falar na grande revolução nos sistemas de ancoragem representada pelos mini- implantes e miniplacas que expandiram os limites da especialidade. Mais recentemente notamos a expansão dos Alinhadores Estéticos, onde a facilidade de terceirização de dispositivos corretivos têm facilitado procedimentos mais simples para alinhamentos dentários. Embora haja uma multiplicidade de técnicas, convém reconhecer as possibilidades e limitações de cada uma, tendo em mente que no meio de todas essas ofertas a Fisiologia é uma só. Meu enfoque é conhecido, e está suficientemente exposto no texto “Meus princípios terapêuticos” contidos no meu site.

Os colegas que se interessarem, inscrevam-se neste meu canal para ser informados de novos vídeo. Forte abraço a todos.

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