Siga nossas redes sociais

O MODELO INTERPRETATIVO DE UM SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO IDEAL – PARTE I

Não basta apresentar uma proposição interpretativa sem que haja elementos comprobatórios que a avalize
12/04/2018

Não basta apresentar uma proposição interpretativa sem que haja elementos comprobatórios que a avalize. Toda proposta, em qualquer campo, deve passar por rigoroso exame que permita ter seus conceitos explicitados em protocolos experimentais reprodutíveis. Por exemplo, quando alguém se dispõe a explicar um fenômeno, digamos, cosmológico, deve acompanhá-lo por elementos comprobatórios experimentais, caso contrário cairá no campo das meras conjeturas. Lembro dos “bósons” de Higgs e das proposituras dos “buracos negros” de Hawking. O primeiro foi formulado em 1964, levando 44 anos para ter sua comprovação ratificada em experimentos levados a cabo em 2008 no Grande Colisor de Hádrons, na Suiça, brindando seu autor com o Prêmio Nobel; já o segundo segue carecendo das fundamentações de praxe, sendo considerado apenas uma hipótese, ainda que atraente. Portanto, as exigências comprobatórias são claras; fora disso tudo é especulação.

A presente proposta segue nessa linha de exigências, e me permito recordar texto de meu primeiro livro, em 1987, quando afirmei que: “Toda Ciência, para definir-se como tal, deve necessariamente possuir seu OBJETIVO próprio, assim como definir suas bases tendo em vista uma METODOLOGIA experimental. Em decorrência, ela vai distinguir-se do conhecimento vulgar, porque procura pôr ORDEM nas coisas, classificando-as, e além disso, tem a preocupação de procurar uma resposta pela análise das LEIS que as regem. Tendo-se conhecimento das leis naturais, a ciência desempenha duas funções, primeiro, teórica, que explica e nos liberta do imprevisto e ininteligível, e depois, uma função prática, porque permite-nos prever os fenômenos pelo conhecimento das leis”.

É esta definição que tem pautado minha busca para conceituar o modelo de sistema ideal, baseado na leis naturais evidenciadas por Gysi, Hanau, Thielemann, Beyron, Planas e tantos outros, que lançaram as pedras fundamentais sobre as quais apoia-se a ciência odontológica, tornando-se, portanto, meu paradigma. Ninguém inventa uma lei natural; apenas observa os fenômenos, interpreta-os e os traduz. Diferente da “lei” do homem, criada segundo visão pessoal, ou conveniência, e variável com o tempo, pois está sempre vinculada ao sabor das interpretações do momento, e a Odontologia, como as demais áreas da saúde, tem o devido quinhão de idéias e procedimentos mutáveis, Portanto, o modelo ideal deve partir de precisas fundamentadas em princípios naturais cuja paternidade provém do CRIADOR.

Os meios que lanço mão para alcançar este objetivo podem ser o mecanoterápico ou funcional. O primeiro representado pela ortodontia fixa convencional, como o Arco Reto, e a mecanoterapia segmentada de Ricketts e Burstone; o segundo pela aparatologia ortopédica funcional, com os dispositivos que mais se adequam às características disgnáticas. Não há qualquer colisão de princípios neste enfoque de síntese, mas sim uma ampliação do leque de opções terapêuticas factíveis à consecução do objetivo proposto, pois os meios técnicos variam, estão em constante evolução e em uma busca incessante de aprimoramento cujos limites situam-se no infinito, pois esta Ciência global dá saltos espetaculares a cada dia e não admite estagnação.Em suma, os FATOS clínicos comprobatórios deste paradigma de sistema podem ser acessados em meu site www.ortodontialago.com.br com link para o YOUTUBE, onde os colegas encontrarão farta exposição de casos clínicos abarcando todos os tipos de disgnatias, finalizadas segundo o modelo proposto. Em textos seguintes darei sequência a este tema.

Forte abraço em todos os colegas.

Prof. MSc. José Carlos F. Lago