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ESTÉTICA, ESTRUTURA E FUNÇÃO... E DAÍ?

O cotidiano clínico demonstra que parcela significativa da busca por tratamento ortodôntico por pacientes adultos tem como motivação primeira um belo sorriso, sinalizando uma preocupação estética com a auto-imagem, o que é perfeitamente natural. Mas, será apenas isso?
29/11/2019

Assista agora meus comentários sobre Estética, Estruturação e Função:

Acompanhe abaixo a transcrição completa da exposição do Prof. Lago

O cotidiano clínico demonstra que parcela significativa da busca por tratamento ortodôntico por pacientes adultos tem como motivação primeira um belo sorriso, sinalizando uma preocupação estética com a auto-imagem, o que é perfeitamente natural. Mas, será apenas isso? Essa limitação faz sentido para o paciente leigo que desconhece o custo biológico de um procedimento que envolve o sinergismo de diversos fatores.

Uma abordagem puramente estética não pode ser vinculada a modelos racionais de interpretação, uma vez que submetem-se a apreciações emocionais do conceito de “belo” que é intrinsecamente ligado a aspectos culturais do multifacetado gênero humano, tendo, portanto, uma interpretação muito elástica e ao mesmo tempo limitante, quando apreciado independente dos conceitos de estrutura e função, de cuja interação e harmonia é resultante.

Mas então, cabe a pergunta, essa interação é de fato reconhecida pelos próprios profissionais ortodontistas?

É oportuno lembrar um silogismo de Myron Lieb que estabelece: “Sem estrutura, não pode haver função” / “Sem correta estrutura, a função não pode ser correta” / “Função incorreta afeta não apenas uma correta estrutura, mas também o desenvolvimento desta estrutura”. Ou seja, tais premissas absolutamente lógicas definem o aspecto interativo dos constituintes deste sistema cuja ação precisa e deve ser esclarecida ao paciente, conscientizando-o dos desdobramentos e exigências que vão muito além do seu conceito primário de “belo sorriso”. Como se fosse necessário explicar que “o buraco é mais embaixo”, uma vez que verdadeiramente envolvem aspectos neuro-ósteo-dento-músculo-articulares em perfeito sinergismo relacionado ao binômio estrutura/função. Mas é igualmente verdadeiro que pode-se atingir um belo sorriso através de procedimentos descompromissados com as leis de cujo equilíbrio depende a higidez do sistema em pauta, mas aí o resultado é a instabilidade consequente à artificialidade de concepção.

Portanto, é no que está “por trás do sorriso” que reside a diferenciação que deve ser percebida pelo profissional, responsável direto pelo subsequente esclarecimento ao paciente que passará, sem dúvida, a identificar as fundamentações do procedimento que vão muitíssimo além da limitada estética, abrindo-lhe uma perspectiva de “valor” mais ampla. Cabe ao profissional estar à altura desta responsabilidade, alimentada que é por uma profunda imersão nestas leis que permitem o equilíbrio do sistema que lhe trarão, seguramente, maior consciência dos fenômenos biológicos e físicos inerentes a todo procedimento terapêutico.

Abraços aos colegas

Prof. MSc. José Carlos F. Lago

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