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É POSSÍVEL ALTERAR O PADRÃO DE CRESCIMENTO CRANIOFACIAL ?

Ultimamente a terapia reabilitadora de más oclusões em idade precoce tem sido aconselhada como ação preventiva às oclusopatias com repercussões no sistema craniofacial.
Ortodontia Lago
16/03/2020

Em função dessa realidade biológica, a atenção deve estar voltada à identificação etiológica dessas displasias responsáveis pela má oclusão presente na infância, para tanto recorrendo a diagnósticos que visam à identificação de desequilíbrios estruturais no sistema craniofacial. É preciso ter consciência de que não basta a preocupação de apenas focar elementos dentários, afastando como inócuas, diria até nefastas, todas as terapias que limitam-se a essa área, sejam elas quais forem, sem exceções. Porque há uma razão biológica para essa afirmação, para a qual convido os colegas à reflexão.

É oportuno lembrar que nesta faixa etária está em andamento um processo de crescimento e desenvolvimento cujo padrão é modulado por fatores genéticos e epigenéticos, e o trabalho de Rolf Fränkel e Cristine Fränkel merece ser evocado. Seu livro “Orofacial Orthopedics with the Function Regulator”, ou “Ortopedia Orofacial com o Regulador de Função” com versão já traduzida para o português pela Livraria e Editora Santos, o qual sugiro que os colegas procurem ler, oferece uma série de proposições interpretativas que permitem deduzir que, sim, é possível modular o padrão de crescimento e desenvolvimento, e que merecem reflexão, quando comparamos a amplitude de ação terapêutica de dispositivos ortopédicos funcionais com aquela oferecida pelas diversas terapias com recursos limitados nesta área. A interpretação funcionalista leva em consideração o sistema craniofacial, cujo padrão de crescimento e desenvolvimento é modulado por fatores genéticos baseados no DNA e epigenéticos relacionados a mecanismos de controle de regulação gênica sensíveis a fatores ambientais. Em seu livro esse aspecto é exemplificado por curiosidades, como o da cultura asiática cultuando os pezinhos das chinesas ou os crânios deformados de grupos peruanos às custas de contenções mecânicas.

Segundo este autor, alterações na estrutura e função e a possibilidade moduladora durante o período de crescimento e desenvolvimento induzida por alterações nos parâmetros biomecânicos e biofísicos, é uma realidade. Qualquer alteração em volume ou forma dos tecidos não esqueletais, como o provocado pelo seu Regulador de Função, gera um efeito biomecânico que induz a uma reação genômica nas zonas de crescimento osteogênico a elas relacionadas. Muito afim com tais propostas interpretativas situa-se Melvin Moss com sua Teoria das Matrizes Funcionais. Nela os músculos representam um segmento importante na configuração das paredes que formam a cápsula orofacial, ou seja, da matriz funcional capsular que é acionada pela presença dos escudos. Pode-se supor que a aparatologia ortopédica funcional de Fränkel exerça alguma influência moduladora sobre a regulação epigenética na morfogênese craniofacial. Essa estrutura deve ser bem identificada para poder destacar qualquer desvio no padrão de equilíbrio, informação essa proveniente de um diagnóstico estrutural do sistema craniofacial. Uma vez identificado qualquer zona displásica, induções reorganizadoras através de estímulos intermitentes são aplicados. Os dispositivos ortopédicos funcionais caracterizam-se por este tipo de excitação neural. Desrespeitar tais interpretações biológicas podem levar a equívocos terapêuticos graves. O aparelho da foto é de um Regulador de Função de Fränkel I indicado para um Padrão Facial II onde a discrepância de bases ósseas é de responsabilidade mandibular. Fundamental é reconhecer as áreas displásicas, recorrendo a diagnósticos cefalométricos de âmbito estrutural e biotipológico. Registro que este aparelho foi confeccionado no Laboratório de Aparelhos Ortopédicos Funcionais de Márcia F. Lago.
Resumidamente, os escudos laterais são responsáveis por agir na cápsula orofacial no sentido lateral, ou seja, o tecido muscular da bochecha adapta-se funcionalmente às superfícies do escudo, produzindo um efeito fisioterápico pela correção na falha da geometria de ação muscular. Os escudos labiais inferiores têm efeito de suporte, aliviando e provocando uma eversão no velcro labial e melhorando a competência no seu selamento, com isso permitindo o estabelecimento de condições de pressão subatmosférica intrabucal permitindo a indução de forças atuantes no crescimento para baixo e para frente do complexo nasomaxilar. Já o escudo lingual, posicionado logo abaixo da região cervical dos dentes inferiores anteriores, objetiva estimular a mandíbula a posicionar-se adequadamente. Neste caso de retrusão mandibular exige a ação de ambos os escudos, laterais e labiais inferiores, que propiciarão o equilíbrio estrutural e postural entre os anéis musculares da parte superior do bucinador e o orbicular do lábio inferior, onde este previne o efeito de tração provocado pelo músculo mentalis hiperativo. Portanto, podemos dizer que o Regulador de Função é um dispositivo para exercício ortopédico que induz gradual expansão da matriz capsular e consequentes remodelações ósseas à custa das matrizes funcionais periostais, numa reengenharia de ação muscular induzida pela alteração da posição postural mandibular. Sugiro aos colegas um estudo aprofundado sobre o trabalho de alta significância científica deste mestre, Rolf Fränkel, que consubstancia sua interpretação com numerosos exemplos clínicos que justificam sua terapêutica. Sua contribuição soma-se a de numerosos outros autores, com outras fontes de informações que interpretam as displasias craniofaciais segundo outros ângulos de enfoque, porém, todos baseiam-se em princípios comuns, como a indução de estímulos intermitentes, mudanças de posturais de bases ósseas e soltos na cavidade bucal. Mais vídeos com abordagens afins os colegas podem encontrar em meu site, cujo endereço está logo abaixo da transcrição completa que será feita desta exposição. Forte abraço a todos.

Ultimamente a terapia reabilitadora para más oclusões em idade precoce tem sido aconselhada como ação preventiva às oclusopatias derivadas de desequilíbrios no padrão de crescimento craniofacial.

Em função dessa realidade biológica, a atenção deve estar voltada à identificação etiológica dessas displasias responsáveis pelas má oclusões presentes na infância, para tanto recorrendo a diagnósticos que visam à identificação de desequilíbrios estruturais no sistema craniofacial. Neste vídeo faço algumas considerações fundamentadas na visão funcionalista de Rolf Fränkel que considero úteis à compreensão do tema considerado.

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