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Devo me especializar em ortodontia sem experiência prévia?

Acesse abaixo a transcrição da exposição do prof. Lago
20/01/2020

Nota: acesse abaixo a transcrição da exposição do prof. Lago

Devo me especializar em ortodontia sem experiência prévia?

Passeando pelo grupo do face, odontologia do brasil, um dos maiores de nossa classe, administrado pelo meu prezado amigo marcos santana, olá, vi uma postagem de colega que, muito preocupada, diz: “estou me formando esse semestre, penso em fazer especialização em orto ano que vem. Gostaria de saber de vocês que já estão no mercado odontológico, se seria uma boa essa escolha? Se sim ou não, por quê?” Pergunta, karoline vieira.

Respondi a ela que iria fazer um vídeo exclusivamente para tentar responder à sua indagação, que creio, deve estender-se para muitos colegas no mesmo estágio de início na profissão. E o faço com a melhor das intenções, ciente de minha responsabilidade, tal como faria se fosse pai, ou avô, depende rsrs., baseado em longos anos de magistério nessa especialidade.

Começo dizendo-lhe que sim, a escolha é muito boa, quando exercida com seriedade e muita competência, condição absolutamente necessária para uma diferenciação profissional que lhe permita realizar-se profissionalmente. Mas nem tudo são flores, pois há a considerar o dispêndio de tempo e alto custo de investimento financeiro que justifique o esforço necessário para atingir aquele objetivo.

A observação que faço para quem pretende especializar-se em ortodontia, diria que a mais significativa, provenha da autocrítica acerca do próprio nível de conhecimento. Isto é fundamental! Há, em primeiro lugar, necessidade de reflexão sobre o que vem a ser o conceito de “especialização” e a quem ela é recomendada. Penso que ela surgiu para constituir-se em um aprofundamento em determinada área do saber para aquele que já tem domínio sobre seus fundamentos, que já transita na área e, portanto, recursos suficientes para acompanhar com eficiência a enorme carga informativa requerida para uma boa formação, pois ainda há excelentes instituições de ensino que ainda selecionam candidatos que têm que cumprir uma extensa agenda acadêmica comandada por profissionais competentes. Ocorre, todavia, uma afluência cada vez maior de alunos sem este lastro, em consequência exigindo como resposta da instituição de nível intermediário uma estratégia pedagógica de emergência para evitar a evasão escolar, inevitável quando o aluno não acompanha, descobre-se desnorteado e perde o eixo. Claro que uma ou outra acanhada exceção surge para confirmar a regra. Ocorre que o remédio proposto para “segurar” tal aluno traveste-se em uma simplificação temerária que afeta o modelo pedagógico e penaliza o aluno com formação adequada e apta que realmente teria condições de tirar proveito, mas que vê seu investimento no aprimoramento escoar-se pelo ralo quando o coordenador é induzido a pôr o pé no freio. Desaprovo frontalmente tal atitude na área de educação. Muitos anos comparando o nível pedagógico de aprendizado em turmas com e sem seleções curriculares dos mais aptos permitiram-me reunir experiência de campo suficiente para fazer este arrazoado. Por isso, é enganosa a idéia de começar direto pela especialização, começar pelo que devia ser o fim, pois o resultado deste “salto” educacional irá se refletir no cotidiano clínico, onde a precariedade de recursos se fará presente e aí baixará aquela angústia pela deficiência técnica, sendo presa fácil pelas facilidades enganosas de um marketing que emprega líderes ligados a empresas do ramo. Surge aí mais um ortodontista pertencente a essa massa amorfa de profissionais sem lastro, sem esperança e com atitudes que contribuem para embaçar a imagem da especialidade. Concluindo, prezada amiga, faça sim, especialização em ortodontia, uma maravilhosa especialidade, porém, antes disso, passe por diversas etapas de aprendizado que incluam typodont com diversas técnicas, diversos pontos de vista. Então, com essa experiência prévia, escolha uma boa instituição de ensino para então cursar uma especialização, de preferência aquela que ainda pode exigir seleção e cobrar proficiência técnica, finalização de vários casos clínicos, para só então diplomar. Você, sem dúvida, sairá como uma profissional munida do necessário para firmar uma posição sólida que fará sua diferenciação nesse mercado de trabalho tão competitivo, e poderá, sim, realizar seu sonho de realização profissional, é o meu desejo.

Aceite um forte abraço.

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