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CONSIDERAÇÕES SOBRE UMA ORTODONTA SIMPLIFICADA

O perigo de uma ortodontia descomplicada. Por que descomplicar pode complicar? Recentemente vi um comentário de uma colega na rede em que, sentindo-se extasiada na contemplação de um caso clínico ortodôntico, resolvido rapidamente com dois arcos e muitos elásticos, concluiu que, palavras dela: “É ótimo saber disso e saber que não preciso estudar tantoi”.
ORTODONTA SIMPLIFICADA
09/03/2020

Será sensato correr o risco de simplificação excessiva em uma área fundamentada em princípios biofísicos, como a ortodontia, sem incorrer em falhas diagnósticas que comprometem o resultado final? Neste vídeo há um alerta para o perigo de uma simplificação terapêutica que não atenda às exigências biológicas requeridas na resolução de um caso clínico.

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O perigo de uma ortodontia descomplicada. Por que descomplicar pode complicar? Recentemente vi um comentário de uma colega na rede em que, sentindo-se extasiada na contemplação de um caso clínico ortodôntico, resolvido rapidamente com dois arcos e muitos elásticos, concluiu que, palavras dela: “É ótimo saber disso e saber que não preciso estudar tantoi”. Gente, fiquei matutando nessas palavras e nas consequências desastrosas que tais exemplo provoca. E como isso é feito, tal como metástases que afetam aqueles espíritos mais ingênuos e sem o devido lastro. Embora haja um ditado que diz que não existe problema tão complexo que não possa ser descomplicado, uma vez que todas as grandes verdades são simples, é um outro ditado, também há um outro reverso. Lembrando um pensador americano que foi jornalista, ensaísta e crítico social chamado Henry Louis Mencken, que escreveu: ”Para cada problema complexo há sempre uma solução simples, elegante e... equivocada! Ao chegar ao final de um tratamento ortodôntico com um belo alinhamento e nivelamento que emerge de uma prévia esculhambose dentoalveolar generalizada, não há, na realidade, como não aplaudir o resultado, como surgido por intermédio de uma varinha mágina de um Harry Potter no castelo de Hogwart. Será que o resultado é virtual, é concreto, será confiável, ou haverá necessidade de contenções? Como dirimir estas dúvidas? Gente, há jeito sim de dirimir estas dúvidas. Como por exemplo, pensando em um, dentre vários aspectos, como seriam os ângulos de Bennet, se desiguais, presume-se possíveis desvios angulares nas trajetórias condilares ou nos declives posteriores das respectivas eminências articulares, portanto, com ATMs afetadas em um aspecto, e indicativas de uma mastigação viciosa unilateral que deve ser checada, com sequelas de displasias de bases que já podem demonstrar assimetrias faciais que também precisam ser avaliadas, ou seja, basta mergulhar nos meandros das fundamentações biofísicas que regem o campo da ortodontia e suas exigências em termos de equilíbrio estrutural, para aguçar o senso crítico e não deixar-se levar por cantos de sereia e trombar com as pedras e afundar nas ondas do mar. Lamento lembrar mas, Ortodontia não é uma ciência fácil, ela exige muito estudo, respeito, e cobra um preço muito alto a quem negligencia as suas fundamentações. Vamos evitar os cantos de sereia.

Um forte abraço a todos.

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