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CONSIDERAÇÕES SOBRE ALINHADORES ESTÉTICOS

Participei recentemente de um congresso na área de ortodontia aqui em São Paulo
04/10/2019

Participei recentemente de um congresso na área de ortodontia aqui em São Paulo, cujo tema principal apontava para uma nova era representada pela Ortodontia Digital, ou seja, uma nova perspectiva da especialidade sob a ótica das informações digitais 3D que, sem dúvida, enriqueceram as possibilidades diagnósticas por permitirem evidenciação de detalhes antes impossíveis de acesso. Essa revolução diagnóstica pela Imaginologia sem dúvida veio para ficar, e é um ótimo instrumento para quem sabe exatamente o quê procurar. E isso está diretamente relacionado ao nível de conhecimento de quem está procurando respostas. Isto é óbvio.

O foco principal do congresso incidiu sobre aspectos teóricos e técnicos relacionados ao emprego de alinhadores estéticos, e pude notar a acolhida entusiasmada desta proposta terapêutica que, consubstanciada na exposição de variados casos clínicos esteticamente muito bem tratados abrangendo más oclusões classes I, II e III e associações com miniimplantes que ampliam os horizontes terapêuticos. Cabe salientar que a fundamentação diagnóstica baseou-se no emprego de modelos digitais e seus setups naturalmente limitados à área dentoalveolar, como uma guia para a confecção das placas corretivas.

É inegável o avanço técnico na obtenção de alinhamento e nivelamento dentários, se é apenas esse o objetivo. Mas, pensemos, será que o que devemos procurar resume-se apenas ao posicionamento dentário? Só porque o cliente quer isso? Não seria esse posicionamento apenas uma consequência de desarranjos estruturais que o geraram? E que concentrar a atenção apenas neste efeito, a má oclusão, não seria insuficiente pra lograr uma finalização funcionalmente equilibrada e intimamente relacionada ao sinergismo dos constituintes do sistema craniocefálico, do qual o sistema dentoalveolar faz parte? Convém esquecer este fato biológico?

Alguns podem objetar que a procura pelo tratamento estético é o principal motivador do paciente, que procura uma resposta pronta, ágil, estética, higiênica e objetiva para atingir o que ele quer: um sorriso agradável, cabendo ao profissional satisfazer seu desejo. Não é bem assim. Afinal, não podemos culpar o paciente pela limitação com que enxerga seu problema: dentes tortos. Cabe ao profissional traduzir, em termos simples mas objetivos, qual a origem do desequilíbrio estrutural que resultou no seu problema, e que haverá instabilidade se ele não for corrigido, ou compensado, necessitando contenções infindáveis. Esse é o ponto de partida. Se alinhadores estéticos podem responder com eficácia às necessidades que o desequilíbrio ESTRUTURAL exige, ótimo, vamos empregá-los; por que não? Antes de tudo, o que vai determinar é o DIAGNÓSTICO, que é fundamental, e é tão mais preciso quanto mais informações contenha, pois são elas que orientarão o caminho terapêutico. E não é pelo seu caráter abrangente que tornará o procedimento mais difícil, tortuoso ou longo. Será apenas mais abrangente, mais eficiente e profissional na mente do paciente que, sem dúvida, identificará essa diferenciação e consequentemente, seu valor. O paciente não precisa ser obedecido; precisa ser conscientizado.

Como não basta apenas falar em ampliar o diagnóstico, minha obrigação como professor há mais de 30 anos nesta área é apontar uma direção, e é o que pretendo fazer nestas video-aulas. Antecipo que dentro em breve postarei um curso online sobre diagnóstico estrutural do sistema craniocefálico para ortodontistas e ortopedistas dos maxilares, baseado em análises biotipológicas de Hans Peter Bimler, onde uma ampla abordagem sobre as características estruturais do sistema é feita no sentido de situar a má oclusão, contextualizando-a em função das características estruturais do sistema, permitindo entendê-la, e tratá-la, segundo o que representa dentro daquele sistema. E com todas as justificativas. Será um conhecimento que soma, que enriquece e amplia a consciência diagnóstica.