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COMO ANDA A VISÃO DIAGNÓSTICA NA ORTODONTIA?

Uma desesperança renitente tem acometido colegas ortodontistas, cuja estima lá embaixo tem me incomodado bastante. Mas digo que há luz, sim, no fim do túnel.
11/11/2019

Assista agora meus comentários sobre Como anda a visão diagnóstica na ortodontia?


Acompanhe abaixo a transcrição completa da exposição do Prof. Lago

Como anda a visão diagnóstica na ortodontia?

Uma desesperança renitente tem acometido colegas ortodontistas, cuja estima lá embaixo tem me incomodado bastante. Mas digo que há luz, sim, no fim do túnel. Experiência de vida induz-me a crer nisso, embora não possa afiançar certezas, porque a batalha está árdua.

A propósito, afastem-se de quem transborda certezas, padrão típico dos idiotas. É preferível aquele que indaga, questiona e busca; em outras palavras, não posso garantir resultados, mas aponto caminhos que o bom senso aconselha. Arrisco-me a opinar assumindo cobranças de responsabilidade por décadas de magistério formando jovens em minha especialidade. Acenei-lhes com uma Ortodontia digna, próspera; respondem-me agora com desânimo, desesperança. Em lugar da visão ampla da especialidade fundamentada na estrutura craniofacial, nota-se massificação de foco diagnóstico e terapêutico no limitado campo dentoalveolar, dando margem a uma massificação descontrolada de tratamentos estendendo-os a leigos na área, que terceirizam seus pacientes submetendo-os às prescrições com dispositivos plásticos que atuam nesta estreita área. É isso, basta atentar para as propagandas permissivas de grandes grupos que detém a tecnologia correspondente. Há bilhões de dólares envolvidos.

Preciso e devo dirigir-me a estes colegas que se veem acossados por uma concorrência que ameaça pulverizar a especialidade, propondo um enfoque de consciência diagnóstica que amplia a perspectiva do que realmente vem a ser a especialidade ortodôntica, que vai além, muitíssimo além da mero alinhamento, nivelamento e intercuspidações dentárias. Isto é básico, e representa única e tão somente a ponta do iceberg, aquilo que se vê apenas. Espero que o transatlântico Titanic ortodôntico não esbarre nele. O resultado todos conhecem.

O único antídoto, repito, único antídoto consiste em rearmar o colega com conhecimento e lastro suficiente para enxergar o vasto campo do conhecimento que sustenta a especialidade ortodôntica, suas fundamentações biológicas e físicas que precisam e devem ser destacadas para dar sentido a um diagnóstico e prognóstico baseados numa visão estrutural do sistema. E interpretar a má oclusão como consequência de displasias estruturais que precisam ser identificadas e compensadas para o reequilíbrio das funções alteradas que invariavelmente a acompanham. Parece-me tão óbvio. Aqueles que tiveram uma boa formação acadêmica reconhecem nas matérias básicas o substrato indispensável para uma consciência crítica que vem a permitir uma abordagem adequada.

Sugiro aos colegas que procurem associar ao método mecanoterápico da ortodontia convencional, riquíssimo em sua fundamentação de princípios físicos, a adição da interpretação funcionalista dos desequilíbrios displásicos, cuja interpretação e correção dos fenômenos biológicos respondem pela abordagem funcionalista. Ambas completam-se , como numa síntese dialética cuja abordagem de aparentes conflitos revelam-se mais ricas quando associadas, e suas amplitudes de ação, somadas. Quem consegue ver sob esta perspectiva não se satisfaz com pouco. A exigência vai subir. Como profissional vai se diferenciar.

Eis aí o antídoto.

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