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ALINHAMENTO, NIVELAMENTO E INTERCUS-PIDAÇÃO... SÓ ISSO?

04/11/2019

Assista agora meus comentários sobre Alinhamento, Nivelamento e Intercus-pidação!

Acompanhe abaixo a transcrição completa da exposição do Prof. Lago

ALINHAMENTO, NIVELAMENTO E INTERCUS-PIDAÇÃO... SÓ ISSO?

O crescente avanço na divulgação dos alinhadores estéticos, esses dispositivos de plástico à disposição de todos, segundo os fabricantes, sejam especialistas ou não, tem tirado o sono de muitos colegas cujo ideário identifica a área dentoalveolar, como se fora o foco principal a requerer toda a atenção terapêutica.

Prova disso é a fonte diagnóstica desta ortodontia 3D baseada em setups de modelos digitalizados pelo método CAD-CAM, cuja circunscrição ao segmento dentário é absoluto. É esta área e nada além.

Associar funcionalidade do sistema a este círculo restrito de abordagem é ingenuidade, pois “função” presume uma interação entre os constituintes de uma estrutura organizada complexa, que é a craniofacial, com seu sinergismo neuro-ósseo-dento-músculo-articular. Em outras palavras, é um outro mundo, com outras interpretações e com outras exigências. Dá pra entender?

Preocupação com qualquer concorrência que relaciona-se àquela limitação de enfoque dentoalveolar deixa de existir, porque está longe de afetar aquele profissional cuja fundamentação diagnóstica e terapêutica abarca a compreensão da fenomenologia biológica e física que caracteriza a estrutura craniofacial. Se esta abordagem é incompreensível, ou obscura para uma grande parcela de profissionais da área (imagine fora da especialidade) para outro padrão de profissionais, cuja formação teórica e terapêutica é acrescida por uma interpretação de princípios funcionalistas, trata-se de uma abordagem absolutamente clara, racional. Naturalmente os procedimentos decorrentes dessa fundamentação assumem um caráter muito próprio, cuja identificação complementa as exigências biológicas e físicas de um sistema acometido por algum desvio displásico em sua estrutura.

O objetivo de um tratamento que visa à estabilidade pós-tratamento pode perfeitamente incluir dispositivos plásticos em alguma fase do tratamento, numa conduta híbrida, se for conveniente, porém jamais na fase de finalização, que exige obediência ao cumprimento de leis de equilíbrio que regem os fenômenos físicos e biológicos. O paciente deve ser conscientizado destes detalhes, para tirá-lo do confinamento conceitual a que está limitado. Sem dúvida ele agradecerá por isso.

Tenho convicção que, de agora em diante, o panorama neste sentido de abertura para novos horizontes terapêuticos, ficará muito mais favorável ao profissional sério em função de um sem-número de retratamentos que fatalmente surgirão, como consequência da entrada massiva de leigos na área deitando falação nas maravilhas para endireitar dentes e proporcionar belos sorrisos. Quem viver verá. Talvez aqui resida o estopim para o ressurgimento da Ortodontia de raiz, aquela que está em paz com a Biologia e a Física. Em paz com a Natureza. Nesse sentido, alguém já disse que “Deus perdoa, o Homem, às vezes, porém a Natureza nunca o faz”.

Os colegas que se interessarem em acessar outros vídeos, inscrevam-se no meu canal do Youtube, que serão notificados sempre que novas postagens forem feitas.

Aceitem todos um forte abraço.